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INGÁ prevê chuvas abaixo da média nos próximos três meses
 
Sexta, 05 de Fevereiro de 2010  
 

O próximo trimestre (fevereiro, março e abril) deverá ser de chuvas abaixo da média histórica em toda a Bahia. O prognóstico, divulgado nesta quarta-feira (03) pelo Centro Estadual de Meteorologia do Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ), indica que, nos próximos meses, o fenômeno El Niño deve continuar influenciando as condições climáticas no Estado.

O meteorologista do INGÁ, Heráclio Alves, explica que o El Niño interfere no clima em várias partes do planeta e a tendência é de que ele influencie o Brasil pelo menos até abril. “Eventos de El Niño estão normalmente associados à diminuição no índice de chuvas no norte do Nordeste, e um incremento de chuvas no Sudeste do país”, pontua.

A tendência da previsão em torno da normalidade não implica em uma distribuição uniformemente favorável das chuvas. “Não é descartada a possibilidade de ocorrência de eventos de chuvas mais intensas em áreas isoladas e de ocorrência de veranicos (oito ou mais dias consecutivos sem chuvas), por isso recomenda-se o acompanhamento das previsões diárias de tempo, análise e tendências climáticas semanais”, completou o meteorologista do INGÁ.

Condições Oceânicas e Atmosféricas

Além do El Niño, outro fenômeno que influencia a ocorrência de chuvas na Bahia nos próximos três meses é a Temperatura da Superfície do Mar (TSM) do Oceano Atlântico. De acordo com o Centro Estadual de Meteorologia do INGÁ, o padrão de irregularidade do fenômeno observado durante o mês de dezembro de 2009 está associado à maior probabilidade de precipitação abaixo da média histórica na Região Norte e no norte do Nordeste brasileiro.

“Com a evolução do aquecimento da TSM no Atlântico Tropical Sul maior que no Norte nos últimos dias, torna-se necessário o monitoramento das condições oceânicas, que podem alterar a categoria de maior probabilidade desta previsão. Caso a anomalia de TSM do Atlântico Sul fique mais quente que a do Norte, poderá induzir condições mais favoráveis para ocorrência de chuva no norte do Nordeste”, conclui.

Chuvas por região da Bahia

O meteorologista destaca ainda que, no próximo trimestre, encerra-se o primeiro período chuvoso do Estado da Bahia. “Nesta época, os maiores volumes pluviométricos são registrados nas regiões Oeste, São Francisco, Chapada Diamantina, Sudoeste e Sul”. Já o segundo período chuvoso, que se inicia em março, as chuvas mais significativas acontecem nas regiões Norte, Nordeste e parte das regiões da Chapada Diamantina e Recôncavo, incluindo Salvador e Região metropolitana.

Nos meses de fevereiro e março, os maiores volumes de precipitação ainda são registrados nas regiões Oeste, São Francisco, Recôncavo e Sul, com valores acumulados que variam entre 200 e 400 mm. Os menores volumes, com valores que não superam 150 mm, foram registrados nas regiões Norte e Nordeste.

No trimestre em que a previsão da precipitação em grande parte do Nordeste brasileiro indica 80% de probabilidade de chuvas em torno e abaixo do normal, o meteorologista do INGÁ prevê que pode haver grande variabilidade espacial e temporal dos totais pluviométricos devido a fatores locais como efeitos topográficos, proximidade em relação ao oceano, cobertura vegetal, entre outros fatores.

Os valores das precipitações previstas para esse trimestre em toda a Bahia correspondem a índices iguais ou menores do que os valores médios históricos que variam entre: 195 milímetros (mm) e 623 mm no Recôncavo, incluindo Salvador e Região Metropolitana; 299 mm e 402,4 mm no Oeste; 209 mm e 437,6 mm, no São Francisco; 156 mm e 342,3 mm no Norte; 147 mm e 461,9 mm na Chapada Diamantina; 153 mm e 344,2 mm no Sudoeste; 239 mm e 602,2 mm no Sul e 156 mm e 446,6 mm no Nordeste.

Sobre o El Niño

A persistência do fenômeno El Niño acontece devido a uma significativa porção de águas subsuperficiais mais quentes do que a média - com valores de até 4°C acima da temperatura média, a uma profundidade de cerca de 50 metros, no lado leste (litoral) da Bacia do Oceano Pacífico.

O aumento na temperatura da superfície do mar nas águas do Pacífico faz com que haja uma mudança drástica de direção e velocidade dos ventos em todo o mundo, fazendo com que as massas de ar mudem de comportamento em várias regiões do planeta.

Metodologia

A tendência climática para a Bahia foi elaborada por meteorologistas dos Centros Estaduais de Meteorologia do Nordeste brasileiro, entre eles o do INGÁ; do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE); do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET); de Universidades e de Institutos de Pesquisas que se reuniram em Fortaleza, no Ceará, nos dias 19 e 20 de janeiro para elaboração do prognóstico climático trimestral para a Região Nordeste do Brasil.

De acordo com Alves, para a elaboração desse prognóstico, foram avaliadas as condições dos Oceanos Pacífico e Atlântico (temperaturas das águas superficiais e subsuperficiais) e os modelos dinâmicos globais e regionais - resultados de programas que simulam as condições oceânicas/atmosféricas presentes e faz a previsão para os meses seguintes - e de modelos empíricos (estatísticos) de diversas instituições.

 

 

Ascom INGÁ


 
 
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