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A literatura de Cordel na sala de aula: Uma proposta para o trabalho com a leitura
 
Terça, 03 de Agosto de 2010  
 

Na sociedade atual, a leitura é uma competência lingüística de suma importância. No entanto, o resultado de diversas pesquisas e avaliações nacionais, como é o caso do Saeb, Prova Brasil, etc., revela que um número significativo de alunos brasileiros tem dificuldade em compreensão textual. Essa situação ocorre, em grande parte, por conta das práticas de leituras desenvolvidas por inúmeras escolas, que dão ênfase à decodificação.  Isto é, uma leitura que está voltada para a representação de signos e símbolos apenas. Nessa prática de leitura, o aluno é levado, simplesmente, a ler a palavra escrita, em detrimento da compreensão. Com isso, a leitura deixa de ser um recurso de conscientização, por meio do qual o aluno conhece e, sobretudo, interpreta a realaidade que o cerca. Essa prática de leitura não é algo recente. Pelo contrário, há décadas que ela vem sendo desenvolvida no cenário educacional brasileiro.

De acordo com Carmi Ferraz, Professora do Departamento de Educação da UFRPE, “nos últimos 30 anos, surgiu uma ampla literatura na qual se discutiu o modo como vinha se processando o ensino de língua materna no Brasil. Havia nestes trabalhos a preocupação de não apenas criticar as práticas de ensino de língua portuguesa presentes na escola, mas, sobretudo apontar questões de nível conceitual e metodológico na direção de uma nova forma de se conceber o ensino da leitura”. A partir desses estudos, a língua passa a ser concebida como recurso de interação social e, consequentemente, a leitura passa a ser considerada como ação social, por meio da qual o aluno tem acesso à cultura.

Diante desse quadro, houve uma alteração nas práticas pedagógicas de língua portuguesa e, por conseguinte, nas práticas de leitura. Assim, a leitura passa a ser concebida numa perspectiva cognitiva, social, cultural e política, que terá com objetivo levar o aluno a compreender a complexidade da realidade e, acima de tudo, levá – lo a se posicionar criticamente face o que lê. Em função disso, foram inclusos diversos gêneros textuais nas práticas de ensino da leitura, dentre os quais, destacamos a literatura de cordel. A literatura de cordel é um dos recursos mais utilizados, tendo como objetivo retratar a cultura popular. Ela pode ser conceituada como uma poesia de caráter popular que retrata a cultura nordestina, por meio de seus versos.  Já a cultura, pode ser conceituada como o conjunto de ações materiais (objetos)  e imateriais (idéias) produzidas pelo homem.

Esse tipo de literatura está diretamente relaciona à cultura nordestina, na medida em que retrata as vivências, a imaginação, a fé, a devoção do povo nordestino. Histórias que, muitas vezes, contadas de geração para geração, o que evidencia sua relação íntima com o registro da memória e do imaginário do povo nordestino. Ou seja, com o registro das realizações humanas. Nesse tipo de texto, o nordeste está impregnado em seus versos, na medida em que ele trabalha com base em diversas temáticas e problemáticas de tal região. Nesse sentido, a Literatura de Cordel está atrelada à realidade e, conseqüentemente, às práticas sociais, uma vez que ela estabelece uma relação intrínseca entre a cultura e a sociedade. A partir dela, a leitura pode ser trabalhada num caráter sociocultural, isto é, uma leitura como representação social. Por esse motivo, concebemos esse tipo de literatura como um recurso que propaga um conhecimento sócio – histórico e que promove uma reflexão critica acerca da realidade.

 

Silvio Profirio da Silva – Aluno do Curso de Letras da UFRPE
E-mail: silvio_profirio@yahoo.com.br


 
 
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