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Candiba: 48 anos de autonomia administrativa
 
Quarta, 28 de Julho de 2010  
 

A singularidade do município de Candiba, distante 800 quilômetros de Salvador, começa pela originalidade do seu primeiro nome: “Mocambo”. Um ponto de aglomeração de ex-escravos vindos das grandes fazendas dos currais do Vale do Rio das Rãs, supostamente depois da abolição da escravatura nesta porção da Bahia, no final do século XIX. A co-munidade, em epígrafe, despertou a atenção do padre Francisco Moreira dos Santos – Pe. Moreira -, que àquela gente se juntou para catequizá-la sob a proteção de Nossa Senhora das Dores, a padroeira do lugar.

Os anos fartos de produções agrícolas, notadamente algodão, milho, mandioca, mamo-na e criação de rebanhos bovinos, eqüinos e muares, muito colaboraram para colocar Guanambi em evidência econômica perante o seu Estado da Bahia. E assim foi, até 1962, quando emancipou-se politicamente de Guanambi, já com a denominação de Candiba (Candimba, na acepção de Euclides da Cunha, quer dizer preá). Desde então, os filhos da terra foram se revezando no comando político-administrativo do município: Joaquin Neves da Silva (dois mandatos), Juvêncio da Rocha Ribeiro, Aleci da Silva Prado (dois mandatos), Reginaldo Martins Prado (três mandatos) e Lúcio Barros Lima. Apenas o primei-ro prefeito não era filho do município, Tertuliano Joaquim Neto. O nome MUCAMBO tam-bém compõe a história do município, autorizado depois da Divisão Territorial do Brasil, de 31/12/1936 e 31/12/1937, pelo Decreto Lei nº 11.089 de 30/11/1938, alterando de MO-CAMBO para MUCAMBO.

[Nota: No Dicionário online de Português, candimba significa:
sf (quimbundo kandemba) 1 Espécie de lebre; tapiti. 2 Reg (Minas Gerais) Sofrimento, tra-balho.]


A história sucinta de Candiba tem origem ainda no século XIX nas grandes fazendas de criação de gados e produção agrícola, a exemplo do Cel. José Antônio da Silva Castro - o Periquitão (herói das guerras pela independência da Bahia), avô do poeta Castro Alves, que morou em Guanambi de 1827 a 1844. Ele, que foi casado com Joana de São João Trindade Moreira, viúva de Manoel Trindade Moreira (procurador da Casa da Ponte), era proprietário da Fazenda Santa Rosa (uma das mais imponentes da região) e ainda das Fazendas Mocambo, Volta do São Francisco (Veredinha), Carnaíba, Campo Grande, Boa Vista (Lameirão) e outras mais de 20 grandes propriedades nesta região e na região do Paraguaçu.

Desenvolvimento industrial e comercial:

A primeira indústria a ser instalada em Candiba (usina de beneficiamento de algodão) pertenceu a Gero Moreira da Trindade (enteado de Periquitão), isto ainda no século XIX. Localizava-se onde hoje está a residência do empresário João Nogueira. Já nos anos 60, do século XX, outros grandes empresários se estabeleceram na mesma atividade.

No setor comercial: os Carvalho, Batista, Coelho, Laranjeiras, Martins, Teixeira, Barros, Pra-do e outros, foram pioneiros. Essas foram também as primeiras famílias que contribuíram à formação da vila, bem como os Moreira, Rodrigues, Azevedo, Lima, Marques, Araújo etc.

 

João Martins - É Jornalista, diretor e editor da Revista Integração Bahia, escritor e poeta


 
 
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