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Estudos lingüísticos e seus reflexos nas provas de Língua Portuguesa no vestibular
 
Sexta, 16 de Julho de 2010  
 

Durante décadas, o ensino de Língua Portuguesa em nossas escolas teve como foco o ensino de regras e normas gramaticais, a fim de levar o aluno a produzir respostas sempre corretas. Nesse modelo, a gramática normativa tinha um lugar privilegiado, por meio de exercícios mecânicos e estruturais. Isto é, a partir de frases soltas, isoladas e descontextualizadas. Tal postura refletiu-se nos livros didáticos, nas gramáticas, nas avaliações e, sobretudo, nos processos seletivos, dentre as quais destacamos as provas de vestibular.

Segundo Eliana Borges C. de Albuquerque, professora do Centro de Educação da UFPE, “a década de 80 assistiu a um amplo desenvolvimento de pesquisas na área de Língua Portuguesa. Pesquisadores de diferentes campos – Psicologia, História, Sociologia, Pedagogia, etc. – tomaram como temática e objeto de estudo a leitura e a escrita buscando redefini – las”. A partir de tais estudos, o texto passa a ser objeto de ensino. Com isso, o ensino da gramatica passa a ser abordado de forma contextualizada. Essas novas abordagens da língua vêm sendo, continuamente, adotadas pelos órgãos que elaboram provas em vestibulares. Assim, as questões já apresentam um novo enfoque dado aos conteúdos de Língua Portuguesa. Dentre essas mudanças, podemos citar:

A leitura passa a ser trabalhada numa perspectiva de diversidade textual, o que engloba diversos gêneros. Além disso, não se limita à linguagem verbal, mas também engloba a não – verbal. Mas, acima de tudo, destacamos o fato de as questões abordarem vários aspectos relacionados ao ato de ler, tais como: a) identificar a idéia central, as idéias secundárias e os objetivos do texto; b) localizar informações explícitas e implícitas no texto; c) inferir e o significado de diversas palavras, por intermédio do contexto; d) estabelecer relação de causa/ conseqüência entre as diversas partes do texto; e) interpretação de textos com auxílio de material gráfico diverso (charges, imagens, quadrinhos, etc.).

Outra mudança é o ensino contextualizado da gramática, no qual o papel de determinada categoria gramatical passa a ser trabalhado relacionado ao sentido do texto. Ou seja, a inserção do contexto a fim de desenvolver reflexões sobre o funcionamento da língua relacionada com o contexto situacional e sua realização nos mais variados gêneros textuais. É nesse contexto que os gêneros imagéticos passam a ser utilizados como supote, para abordar a gramática de forma contextualizada. Eles podem ser definidos como realizações linguísticas expressas por meio de imagens, como, por exemplo: anúncios, charges, propagandas, tirinhas, pinturas,etc.

Nesse sentido, percebemos que os estudos lingüísticos ocasionaram diversas alterações não só na metodologia de ensino da língua, mas, sobretudo nas avaliações e nos processos seletivos, como é o caso das provas de vestibular. Apesar de suas diferenças teóricas e conceituais, esses estudos têm uma mesma perspectiva que é propor mudanças significativas na forma de se conceber e, por conseguinte, ensinar a língua. Sob a ótica desses estudos, a gramática passa a ser abordada com base nos postulados da semântica, da pragmática, da lingüística textual e da analise do discurso, o que ocasiona o ensino de língua contextualizado.


Silvio Profirio da Silva – Aluno do Curso de Licenciatura em Letras da UFRPE
E-mail: silvio_profirio@yahoo.com.br

 

 

 

 

 


 
 
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