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Mudanças didáticas no ensino de Língua Portuguesa
 
Quinta, 15 de Julho de 2010  
 

Durante décadas, o ensino de língua portuguesa desenvolvido em nossas escolas limitava - se à análise e classificação de termos gramaticais, o que constituía o dialeto de prestígio. A partir da década de 80, ocorre o desenvolvimento de diversos estudos lingüísticos, que tinham como objetivo alterar esse quadro e, sobretudo, propor uma nova forma de conceber o ensino de língua portuguesa. Dentre esses estudos, podemos destacar os estudos da corrente Funcionalista, da Enunciativa, da Pragmática, da Linguística Textual e da Análise do Discurso. A partir de tais estudos a linguagem passa a ser concebida como recurso de interação social. E, acima de tudo, atrelada a propósitos comunicativos. Essa nova concepçao de linguagem provocou diversas alterações na  metodologia de ensino da língua.

Nessa perspectiva, a língua passa a ser percebida como atividade social em constante uso comunicativo. Assim, a função da gramática no ensino da língua portuguesa é desenvolver a competência comunicativa do aluno e não mais levá – lo a produzir respostas corretas. Isto é, sua função consiste em aumentar a capacidade do aluno usar a língua nas mais diversas situações. É nesse contexto que o uso da língua passa a ser estudado tendo como base textos e discursos, que ocorrem em situações comunicativas do dia – a – dia por meio dos mais diversos gêneros. Dito de outra forma, o funcionamento da língua passa a ser estudado com base nos mais variados gêneros textuais produzidos no cotidiano.

Segundo Carmi Ferraz, professora do Departamento de Educação da UFRPE, “passou-se, assim, a prescrever que a aprendizagem da leitura e da escrita deveria ocorrer em condições concretas de produção textual. Desloca - se o eixo do ensino voltado para a memorização de regras da gramática de prestígio e nomenclaturas". Diante desse cenário, surge uma proposta de ensino da gramática tendo como base o texto e o discurso. Ou seja, o ensino contextualizado da gramática, no qual estudo da língua não se restringe à frase. A palavra passa a ser concebida numa perspectiva polissêmica que pode adquirir outros significados além do literal, de acordo com o contexto em que é empregada. Assim, a estrutura gramatical passa a ser estudada atrelada à semântica e à pragmática, o que vai além imanência do sistema lingüístico.

Esse posicionamento foi aceito pelos PCNs e, recentemente, pelos OCNs. Além disso, essa postura reflete – se nos manuais didáticos. Diante desses aspectos, percebemos como os estudos lingüísticos contribuíram de forma significativa para o surgimento de novas abordagens didáticas, na medida em que ocorre a inserção do contexto no ensino da gramática. Tal situação ocorre a fim de desenvolver reflexões sobre o funcionamento da língua relacionada com o contexto situacional e sua realização nos mais variados gêneros textuais. O que William R. Cereja e Thereza Cochar conceituam como Gramática Reflexiva, que aborda conteúdos atrelados à semântica e ao discurso.

Nesse sentido, os estudos linguísticos ocasionaram implicações teóricas, uma vez que a partir de tais estudos, a língua passa a ser concebida como fator social. Contudo, essas implicações não se limitam ao âmbito teórico, mas também abragem o metodológico. A partir desse cenário, ocorre uma mudança significativa nos paradigmas norteadores das práticas pedagógicas do ensino de língua portuguesa e, por conseguinte, uma mudança no enfoque dado aos mais diversos conteúdos. Em outras palavras, a gramática passa a ser abordada por meio do sentido do texto, da semântica e do discurso.

 

Silvio Profirio da Silva – Aluno do Curso de Licenciatura em Letras da UFRPE
E-mail: silvio_profirio@yahoo.com.br

 


 
 
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 Comentários:
.1
Sexta, 16 de Julho de 2010 | 21:51  
TEREZA ALBUQUERQUE - terezalbuquerque1980@terra.co
Muito bom. O artigo faz uma linha do tempo, um percurso histórico no ensino de Língua Portuguesa, além de trazer teorias lda linguistica. Muito bom mesmo. Ler textos como esses em Jornais mostra o nivel de nossas faculadades. Adoraria ver esses textos publicados em jornais sulistas, pois lá somos vítimas d emuito preconceito. e taxados de inferior. mas ao ler textos como esses, todos percebem que as universidades nordestinas têm um nível de ensino excelente.
.2
Sábado, 17 de Julho de 2010 | 15:41  
ana carla buarque - buarque_ana@bol.com.br
GOSTEI BASTANTE DOS ARTIGOS DESSE AUTOR. ELE ESCREVE MUITO BEM E JUSTICA SUAS IDEIAS COM BONS ARGUMENTOS. ELE DESCREVE AS MUDANÇAS ASSIM COMO AS QUESTOES DE VESTIBULARES, ENEM E PROVAS DE CONCURSO NOS COBRAM OS CONTEUDOS. MAS A ESCOLA NAO NOS PREPARA DESSA FORMA. EM MUITAS ESCOLAS NÃO NEM PROFESSORES DE PORTUGUES E QUANDO HÁ ELES NAO PENSAM EM FORNECER UM CONTEUDO DE QUALIDADE. E COMO OS ALUNOS SERAO COBRADOS FUTURAMENTE. AS AULAS DE PORTUGUES SE RESUMEM A GRAMATICA E QUANDO OS ALUNO SE DEPARAM COM UMA PROVA DE TEXTO NAO SABEM NEM PARA ONDE VAI. AÍ ELES CHUTAM E REZAM PARA TER ACERTADO UMA BOA QUANTIDADE E SER APROVADO NO EXAME.
 
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