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A política e a seca no Nordeste
 
Domingo, 04 de Julho de 2010  
 

O povo nordestino sofre dolorosamente com os efeitos da seca, desde o início da povoação da região. A história nos reporta que a pior seca no Nordeste ocorreu em 1877, quando 57 mil nordestinos tiveram a vida ceifada pela tragédia. Passaram-se 133 anos da catástrofe e os nossos políticos muito pouco fizeram, ao longo do tempo, para amenizar o sofrimento causado pela falta de chuvas com regularidade, no Nordeste e no Norte do estado de Minas Gerais.

Lamentavelmente, a única coisa que a maioria dos políticos, de todas as regiões do País, construiu e colocaram em funcionamento com muita competência e perfeição foi à famosa indústria da seca. Também pudera, à referida indústria sempre assegurou e continua assegurando mandatos eletivos com bastante facilidade.

Mesmo com a criação do DNOCS e da SUDENE, pelo Governo Federal, com o objetivo de combater a seca, dar para perceber que muito pouco os referidos órgãos oficiais conseguiram avançar na erradicação dos problemas causados em função das estiagens prolongadas. É de domínio público que as autarquias acima mencionadas serviram mais para formação de cabides de empregos e ajudar a manter no poder através do voto da humilhação por muitos anos a maioria dos caciques da política brasileira.

Comprovando a dura e triste realidade, do desempenho minguado no combate a seca, está aí em plena evidência o fantasma do “carro pipa” e outros tipos de humilhação que os nordestinos, vivem no seu dia a dia.  Quando será que a maioria da população da zona rural dos 1.133 municípios do semi-árido brasileiro irá se libertar dessa opressão velada que tanto agride a dignidade humana? Só Deus sabe o futuro a Ele pertence.

Em vigor há mais de treze anos, a Lei número 9.433/97, assegura a todos seres humanos que vivem em nosso território nacional a consumir água potável nos padrões de qualidade exigidos pela OMS. Será quando que a população da zona rural terá o seu direito garantido perante a citada norma legal? Quiçá na última década do corrente século.  

Em Brumado, não é diferente dos demais municípios do semi-árido, vive-se no momento uma das piores secas dos últimos 35 anos. Não choveu geral no município nos meses das águas, e o índice pluviométrico foi muito aquém do normal.

Diante desta dura realidade, a população da zona rural é a mais prejudicada, e está bastante preocupada com a situação. Esquecidos pela maioria dos políticos tradicionais, principalmente quando as chuvas caem com regularidade, todos desaparecem do cenário. Mas! Quando a estiagem prolongada ocorre em ano de eleição, aparecem defensores do homem do campo de todos os lados. Entram em cena de maneira oportunista: com discursos eloqüentes, debates, promessas, manifestações, reuniões, passeatas e protestos.

Blindados por uma forte pressão midiática orquestrada pela imprensa local, que tenta passar para população uma realidade fictícia, realizando publicações de diversas matérias contraditórias e muitas delas tendenciosas, a respeito das dificuldades enfrentadas pelos habitantes da zona rural do município de Brumado. Atualmente nossos sertanejos estão bem mais conscientes e não acreditam mais em promessas mirabolantes de políticos que, desde sempre, os enganaram.

Somente com medidas destinadas a fortalecer a infra-estrutura de cada município do semi-árido, especificamente com relação ao controle rigoroso dos recursos hídricos que apresentam como um fator limitante, e também investir no potencial vocacional de cada um desses municípios, visando assim, à geração de emprego e renda para promover o desenvolvimento sustentável, e melhorar a qualidade de vida do sofrido homem do campo.

 


 

Clidemar Amorim Risério - Contatos: E-mail - clidemar.riserio@gmail.com - Fone: (77) 3441-9694


 
 
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