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“Cenário Econômico: Maio de 2010”
 
Quinta, 06 de Maio de 2010  
 

Como disse em artigos anteriores sobre o cenário da economia, 2010 é um ano de cautela em investimentos de risco, em virtude do desempenho ruim em algumas economias européias, provocado pelo alto endividamento e aumento do déficit público.

No Brasil o aumento do déficit público preocupa, pois, o próximo presidente terá que tomar algumas medidas não populares, como aumento dos impostos, elevação da taxa de juros, ou melhoria da gestão pública, que também é possível. Este ocorrerá pelo aumento do rombo da Previdência com o reajuste das aposentadorias (7,7%) e fim do fator previdenciário, aprovado até momento somente pela Câmara dos Deputados Federais, que ainda passará pelo Senado e pela chancela do Presidente da República. Claro que os aposentados precisam de reajustes nas aposentadorias até maiores, porém, faltam bons administradores para gerir a máquina pública, geralmente toda vez que há aumento de despesas o governo aumenta os impostos, penalizando principalmente as empresas e aumenta o custo Brasil, o que torna muitos produtos brasileiros caros frente ao mercado internacional, dificulta as exportações e aumenta o volume de produtos importados no país. O aumento dos preços dos produtos brasileiros dificulta as exportações pelo sobrepeso dos impostos e incentiva as importações que interfere direta e indiretamente nos postos de trabalhos do país.

O Brasil continua com uma demanda interna muito aquecida, o mesmo vem acontecendo na economia Chinesa, os dois países passam a margem da crise internacional graças ao mercado interno e estratégias de aumento de exportações fora do eixo da crise. Houve um aumento no ingresso de produtos brasileiros nos países árabes, que já representam de 13% do total das exportações brasileiras. Novas alianças estratégicas estão sendo traçadas, um norte interessante são os países da África e Ásia, que estão demandando mais produtos.

A crise da Grécia é enorme, somando o PIB deste país com o de Portugal, dará menos do que o aumento do PIB da China, mas a preocupação é como rolar a dívida de países como Espanha e Itália. O que sabemos é que os bancos europeus têm empréstimos da ordem de US$ 3 trilhões aos países altamente endividados e começa a surgir a preocupação do calote, pois o déficit não permite tomar novos empréstimos com taxas favoráveis.

No Brasil notamos a queda de preços de vários produtos alimentícios, falta de alguns tipos televisores pelo excesso de procura em ano da copa. O país precisa ficar atento também a questão da Copa do Mundo de 2014, que em virtude do atraso das obras e de nada ter saído do papel, corremos um sério risco que não ocorra no Brasil, isto é claro por duas razões, primeiro a Copa da África do Sul, está dando um retorno financeiro abaixo do previsto para a FIFA e segundo levar a Copa para Europa pode provocar uma receita extra no turismo e auxiliar as economias próximas ao evento. O Brasil precisa ficar atento!

Um fator que está auxiliando muitas economias internacionais é a questão da banda larga da internet, porém no Brasil há uma concentração nas grandes cidades e regiões mais ricas do país, além de mal distribuída é cara, sem esquecer que contempla nos dados de hoje 2.583 municípios de um universo de 5.565 cidades. Sabe-se que no mundo de hoje tecnologia eficiente promove desenvolvimento, portanto uma pergunta: a quem cabe há responsabilidade de formular uma política nacional neste seguimento?

Ao comprar procure financiamentos com taxas decrescentes ou fixas, mas não pós-fixadas e atente aos aumentos dos juros do cartão de crédito e cheque especial, pois o aumento da taxa SELIC não vai ficar neste patamar, há uma tendência de alta das taxas de juros no intuito de inibir um pouco o consumo e estabilizar pressão inflacionária.

Fazer economia é importante, portanto compre produtos de época, pesquise, pechinche muito, as diferenças de preços entre as lojas de um mesmo produto pode chegar até o dobro do preço do concorrente, fique atento, seu bolso agradece.

          

Welinton dos Santos - É Economista e Psicopedagogo, Membro da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, Indústria e Agricultura, Delegado de Economia de Caçapava, Ex-Coordenador do Projeto URB-AL - União Européia e América Latina - rede 7, Palecistra, conferencista nacional, Colaborador de Projetos Sociais, dentre outros.

 


 
 
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